sexta-feira, junho 23, 2017

Exame Português 12º - Fraude - Diz ela!

Dois comentários no DN à notícia de fraude nos exames (o 1º de um estudante, o 2º de professora, segundo o que comenta depois uma sua aluna):

Estudante: "Eu como aluno que realizei a prova, acho bastante injusto o facto de esta puder ser anulada, a culpa é da esperteza que se "xibou", essa sim é que deve ser culpada! Eu nem sequer sabia da existência dessa fuga!"
Professora (que define assim a sua profissão): "...terapia da fala em papagaios... na empresa ...manicómio oficial do estado..."

"A escrever assim, não te auguro grande classificação na disciplina. Mais valia ser anulada."

Há também outros comentários muito engraçados, mas também muito violentos, como conhece sempre que se discute  língua aportuguesa.

AQUI 

Aberto inquérito a alegada fuga de informação no exame de português



quarta-feira, junho 21, 2017

Ainda o "roçar mato"

 Antes roçar mato com os dentes que aturar esta canalha" - dizia uma minha tia a ralhar com os netos. Segundo conta uma neta 

Roçar mato

Roçar mato. 

Antigamente, os lavradores roçavam mato, ou seja, apanhavam à mão todo o mato que fica entre as árvores e que agora arde bem. 

Esta é uma das razões e seguramente a principal, para haver agora muito mais incêndios do que antigamente, apesar de haver então muito menos meios que agora.

Ainda não há muito tempo, esta expressão servia de metáfora para trabalho árduo. Mas caiu em desuso.



(Imagem retirada do blogue: http://anossaquintadecandoz.blogspot.pt/2006/04/monte-ida-ao-mato.html)

Portugueses comun

"Depois apareceu uma senhora e eu pedi-lhe por tudo e ela disse :
- Eu não saio daqui, eu morro aqui com vocês."
Relato de sobrevivente do incêndio de Pedrógão Grande, que não conseguia sair do carro porque estava em pânico e foi salva por esta senhora.
Assim se compreendem as medalhas do presidente Marcelo Rebelo de Sousa, não aos importantes corruptos a quem agora as pedimos de volta, como os Espírito Santo,mas a este povo comum que nós somos. 
E podemos ser muito melhores, se acreditarmos e se seguirmos o exemplo desta mulher, que não deixou o nome nem o contacto.

Dinheiro para vinho, ou comida na mão? O dinheiro tem tendência a fluir para outros sítios e outros bolsos e a comida tem tendência a entulhar e a estragar-se.


Houve uma época em que, quando os pobres nos pediam dinheiro, respondíamos: não dou dinheiro para vinho. Se quer comer, dou-lhe comida.

Depois disto, várias vezes os "pobres" me incomodaram a pedir que fosse com eles a um café para lhes pagar uma sopa. Prefiro dar dinheiro, se for para vinho é "para dar de comer a um milhão de portugueses".

Mas isto alastrou e chegou a Cabo Verde e ao Brasil. 

Em Cabo Verde, uma rapariga com uma mostrenga ao colo, enorme, gorda e nada parecida com ela, pediu-me dinheiro e eu dei. No dia seguinte, já sem mostrenga, pediu-me que fosse com ela  a um mercadinho, dar-lhe fraldas descartáveis para  menina. 
Como as fraldas eram caras, queria que eu lhe desse 20 Euros para comprar num sítio onde era mais barato, porque já muitas senhoras tinham feito isso.
As meninas do mercadinho disseram que nunca tinham visto aquela rapariga com cara de drogada. 

Vem isto a propósito da nossa  recente tendência para dar arroz, massa, leite e açúcar aos pobres. Em pacotes comprados nos grandes supermercados. Sentido-nos bem (alguns sentem-se mal), sentido-nos caridosos, ao tocarmos na comida que outros hão-de comer, coitadinhos...

Mas, se em vez de comprarmos estas coisas, dermos o dinheiro, a entidade pode negociar um preço muito mais barato, se for para um terra pequena, pode dar o dinheiro para essa terra, e além do mais, não será necessário um armazém imenso, como o do banco alimentar Contra a Fome, a gastar, no mínimo, electricidade, água, etc., nem o transporte para outras terras, que muitas vezes nem se realiza.

E se dermos o dinheiro para contas solidárias: Isso sim, mas não esquecer de verificar se o dinheiro foi para quem o queríamos dar... 

E já agora, os animais. Numa tragédia, também ficam sem dono, sem comida nem água e sem assistência, às vezes presos, até porque têm mais capacidade de sobrevivência do que nós.

Dar dinheiro para contas solidárias é a solução, talvez para os bombeiros de certa região, telefonando para lá a pedir o IBAN ou NIB, para organizações de animais, perguntando o mesmo...

O dinheiro tem tendência apara fluir para outros sítios e outros bolsos.
E a comida tem tendência a entulhar e a estragar-se.



sábado, junho 17, 2017

Falar outras línguas sem um erro e com a pronúncia da capital? Provincianismo!

Este artigo faz-me lembrar o tempo em que, em sítios como a Gulbenkian, após uma palestra em francês, as pessoas receavam dar algum erro e, por isso, só se exprimiam brutamontes que não tinham percebido coisa alguma, causando imenso embaraço aos conferencistas. Era um vergonha, nesse tempo, dar o mais pequeno erro em francês ou inglês. Era uma sociedade muito provinciana, aqui em Lisboa, há 20 ou 30 anos.
Sim, como dizia Eça, como Fradique Mendes: “Um homem só deve falar, com impecável segurança e pureza, a língua da sua terra: – todas as outras as deve falar mal, orgulhosamente mal, com aquele acento chato e falso que denuncia logo o estrangeiro. (…) Falemos nobremente mal, patrioticamente mal, as línguas dos outros! “

sábado, junho 10, 2017

Unicef: gostamos muito de proteger as crianças bonitas, saudáveis, ricas e limpas!



Vejam como as pessoas reagem à presença da mesma menina, bem vestida e limpa e depois mal vestida e suja. 

Nada que não soubéssemos. 
Aa UNICEF não continuou com o vídeo porque a menina ficou muito triste.


Portugal é a Nova Califórnia e com a vantagem de ficar mais perto e de se falar português.


A ser verdade o que diz o Jornal Económici...



Portugal já é “a Califórnia europeia”, relata imprensa espanhola

Fátima e o SNS

Acabo de falar com uma vendedora de produtos de Mirandela, que foi a pé a Fátima desde lá porque a Nossa Senhora lhe curou as filha de um cancro. Não posso deixar de pensar na quantidade de dinheiro dos nossos impostos que o SNS pagou para "não curar" a menina. Tudo isto seria mais normal antes de haver SNS.
Uma minha amiga que se curou em jovem diz que gastou todos os impostos que vai pagar toda a vida, mais os meus de toda a vida  e os de outras pessoas mais.
O Papa referiu-se a isto, ao mencionar a santinha (a imagem) que faz favores baratos. Ir a pé é barato, comparado com os muitos milhares de euros que custam os tratamentos, mas que acabam por ser gratuitos.
As pessoas deveriam ir a Fátima q pé para agradecer o SNS, que os anteriores governos quase destruíram, Sócrates e Passos Coelho. 



Para não falar de pessoas como a Marie Curie, que levou uma vida de sacrifício e de pobreza para permitir que se façam radiografias, TACs, etc.

sexta-feira, maio 19, 2017

Madona: Exposição no Museu Nacional de Arte Antiga




Gostei muito desta pintura de Van Dick em que a virgem tem um aspeto muito humano e muito feminino. Ontem, no Museu de Arte Antiga.



O descanso na fuga para o Egito é sempre um tema muito leve e abundante de pormenores suaves graciosos e delicados, como neste caso as cerejas, o chapéu, a expressão do burrinho...

De destacar, também, imagem que serve de Ex-libris, Madona dei Flagelai (esta última com um aspeto não demasiado humano), uma réplica em gesso da Pietà e uma minúscula pintura de Fra Angélico.



segunda-feira, maio 15, 2017

Cristas e os pobrezinhos


A Cristas vai oferecer baldes, esfregonas e pás ao pessoal dos bairros sociais. Para poder ir visitar os pobrezinhos de sandálias, sem apanhar uma erizipela nos pés.

Citação da mesma (Assunção Cristas): "Tenho calçado botas e calças de ganga muitas vezes  para estar nos bairros sociais junto das pessoas". Que querida! E luvas, não? 

Estas declarações encontram-se aqui:

sábado, maio 06, 2017

Abstenção nas eleições: grande virtude democrática


Quem disse que a abstenção nas eleições é má?!?!

Pelo contrário, é óptima: os imbecis acham que não vale a pena votar e ainda bem que pensam assim. É o que se comprova nas eleições americanas, francesas, etc., em que a abstenção diminuiu e o resultado foi o que se viu.

Portugal é um exemplo para esses países: os palermas não votam e ninguém tenta convencê-los de que deveriam votar!

Muito pelo contrário!

De como os espanhóis nos vendem 500 quilos de gelo pelo preço de 500 quilos de polvo

Longe de ser uma dona de casa exemplar, em parte por ser demasiado inquieta, deparo-me com situações como  que vou contar, ao fazer as minhas agradáveis deambulações com fins culinários, ao sábado de manhã, com o Expresso numa mão e o Ipad na outra (metaforicamente).


Num dos mais caros mercados de Lisboa, deparo-me com um polvo maravilhosamente fresco por 7 euros e 90 cada kilo. Mas talvez este fim de semana me apeteça comer fora, ou fazer um dia vegetariano, portanto, talvez seja melhor comprar polvo congelado, que deve ser muito mais barato e também é bom. Com este desígnio, dirijo-me ao Pingo Doce, ali logo ao pé. O polvo fresco, tão fresco como o que vi, custa 10 Euros, (normalmente é mais barato para fazer concorrência), o congelado custa 9 Euros e 90 cêntimos. 

Pego na embalagem, que custa 10 Euros, constatando que tem um grande pedaço de gelo e, claro, o polvo congelado é mais pesado do que o fresco, porque parece uma pedra. Mas ainda é mais caro...


Intrigada, volto ao Mercado de Campo de Ourique, compro um grande polvo por 10 Euros e, enquanto espero que o arranjem, peço ao peixeiro, dono da banca que me explique este enigma. O objetivo é mais obter informação do que propriamente a deambulação culinária. Não parecia bem fazer esta pergunta sem comprar nada, embora a dona da banca me trate por querida e me mande beijinhos verbais.



A resposta talvez seja exagerada, mas é esta:



- Os espanhóis compram aos pescadores portugueses todo o polvo que conseguem. Então, levam para Espanha uma tonelada de polvo fresco a bom preço e trazem-nos para cá uma tonelada e meia de polvo congelado mais caro. A meia tonelada é gelo e conservantes. Pagos, claro, ao preço de polvo.



- Ah! - Exclamei eu. 
E vim logo contar-vos.

Como se designa quem diz inverdades?
Inverdadeiroso?